Quanto custa para importar da China?

Quanto custa para importar da China?

Digamos que você já encontrou um fornecedor confiável e que ele tem tudo aquilo que você gostaria de vender em seu país natal. Agora, o próximo passo é fazer uma cotação para ver qual será o custo de sua importação.

Geralmente essa cotação é feita pelos meios eletrônicos disponíveis, tais como: Skype, e-mail, gtalk, entre outros. É preciso alertar que alguns fornecedores não costumam trabalhar com tabelas de preço, costumam pedir para o cliente escolher e levam três fatos em consideração antes de passar o valor: quantidade, frequência de compras e a cara do freguês.

É preciso saber que os chineses não tem restrição alguma em termos de valores, por exemplo, eles podem vender um aparelho para você por dez dólares e para outro importador por um dólar, tudo depende do valor que o empreendedor aceitar.

Como trabalho neste campo, já vi alguns relatos de compradores que pagavam dois dólares em determinados produtos e agora, depois de certo tempo e costume, pagam cerca de sessenta cents por peças. Isso demonstra que os fornecedores chineses preferem trabalhar com clientes que já conhecem.

Um detalhe muito importante que influencia no valor de sua importação é o peso dos produtos, a quantidade e o volume, geralmente a Receita Federal para calcular os impostos de entrada somam o frete e a partir desses números calculam a tributação.

É preciso ficar atento com os valores, normalmente os produtos chineses contam com valores super baixos e extremamente atrativos, contudo, quando esses valores são somados com a distância e o volume, o frete acaba influenciando no valor final de sua importação.

Para uma melhor ideia em termos de valores, o valor do frete aéreo, seja metro cúbico ou um quilo de Hong Kong para Viracopos, Guarulhos ou Curitiba, fica em torno de nove dólares. Já o frete marítimo pode chegar aos mil e duzentos dólares em um contêiner de vinte pés que cabe 18 toneladas de produtos ou 28 metros cúbicos.

E agora que temos os valores de frete, nosso próximo passo é no terreno mais caro e burocrático da importação, ou seja, os impostos. Isso só para você ter uma ideia de que, a parte mais complicada da importação é a entrada no país, não vou discorrer de como calcular devido a complexidade dos cálculos, mas existem planilhas de cálculos que podem ajudar.

Mesmo assim, não é recomendado que faça os cálculos através dessas planilhas, para evitar problemas desagradáveis, nada mais correto que contratar os serviços de um profissional para fazer os cálculos corretamente e ainda, avaliar as barreiras que possam existir para a entrada de seus produtos em terreno nacional.

Esses cálculos são possíveis devido a Nomenclatura comum do MERCOSUL do produto, lá fora esses produtos se encontram em outra nomenclatura: HS CODE e é através desse código que é possível realizar os cálculos de entrada, as licenças necessárias e tudo mais para a nacionalização do produto

As licenças seriam dos órgãos que avaliam os produtos, por exemplo: se for um brinquedo, a liberação deve vir do Inmetro, se for remédios, da ANVISA, algum aparelho que usa rede elétrica, Procel/Inmetro, algum produto que tenha direitos autorais registrados, carta de liberação do proprietário dos direitos e ainda passar pelo INPI.
Depois de tudo isso devidamente acertado, finalmente temos o custo final do produto estocado do importador. Se for um valor atraente, melhor, sinal que os produtos poderão ser repassados por um valor que determinará a sua margem de lucro e também o capital que precisará para dar inicio a operação.

Um detalhe importante a respeito da importação de produtos é o fato de, não ter prazos de pagamento e por isso você precisa ter um capital para pagar a vista ou antecipado, esse detalhe muito muito o capital de giro de qualquer empresa, entretanto, é um assunto para outros artigos.

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